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Saúde

Queda de cabelo: qual a relação com o uso de caneta emagrecedora?

Quem emagrece rapidamente pode encarar alguns efeitos inesperados, como a queda de cabelo. Entenda como cuidar bem dos fios e do bem-estar.

Por Minha Vida na Medida

A queda de cabelo é algo que costuma assustar, principalmente quando aparece de forma repentina e em grande quantidade. De uma hora para outra, os fios vão se acumulando pelo chão da casa ou no travesseiro, tufos de cabelo saem nas mãos durante o banho ou se juntam no pente e alguns “clarões” começam a aparecer no couro cabeludo1,2.

É sempre importante consultar um dermatologista para avaliação e diagnóstico. Há casos, por exemplo, em que a queda de cabelo está relacionada a perda de peso rápida, geralmente provocada por dietas muito restritivas ou procedimentos invasivos, como a cirurgia bariátrica1,3.

Com a popularidade crescente das “canetas emagrecedoras” (em sua maioria compostas por semaglutida ou tirzepatida), pessoas têm relatado problemas com os fios nas redes sociais e em consultórios médicos3.

Diante disso, muita gente levantou a dúvida: será que existe mesmo alguma relação entre esses medicamentos e a perda repentina de fios?

Antes de chegar à resposta dessa pergunta, é importante entender por que esse tipo de queda de cabelo acontece e como o processo de emagrecimento impacta os fios. Assim, fica mais fácil saber o que fazer para contornar o problema e manter as madeixas bonitas e saudáveis. Vamos lá?

O que causa queda de cabelo?

A queda de cabelo tem diversas origens e, às vezes, mais de um fator pode estar envolvido2,4. Aqui vamos falar do chamado eflúvio telógeno, que é, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a condição que se caracteriza pelo aumento da queda diária de fios de cabelo1.

Nesse caso, os fatores envolvidos são vistos como “estressores” do organismo, ou seja, eles provocam algum tipo de desequilíbrio no funcionamento normal do corpo1,3.

Ao identificar um desses estressores, o organismo entra em estado de alerta. Então, para economizar energia e garantir a sobrevivência, o corpo prioriza funções essenciais e “deixa de lado” algumas estruturas, como o cabelo3. É aí que a queda de cabelo pode aparecer, geralmente de forma temporária e reversível2,4.

Veja a seguir as principais causas de queda de cabelo envolvidas nesse cenário.

1. Estresse

Situações de estresse emocional intenso podem desencadear o eflúvio telógeno em qualquer pessoa1,2,4.

2. Alterações hormonais

Problemas na tireoide e até mudanças hormonais naturais, que acontecem na gravidez, no parto ou na menopausa, por exemplo, podem interferir diretamente na saúde dos fios1,2,4.

3. Deficiência de vitaminas e minerais

A falta de nutrientes importantes como ferro, vitamina D e vitamina C está entre os fatores mais comuns associados à queda de cabelo4,5.

4. Perda de peso rápida

O emagrecimento acelerado, ao deixar o organismo em estado de alerta, é um dos principais gatilhos para a queda de cabelo3. Além disso, dietas muito restritivas podem levar à baixa ingestão de proteínas, vitaminas e minerais, o que enfraquece ainda mais o fio e aumenta a chance de queda3,5.

Quando há restrição alimentar severa e emagrecimento acelerado, o organismo reduz a energia destinada ao crescimento capilar3,7. E isso leva ao eflúvio telógeno, que geralmente aparece de 2 a 3 meses após o início da perda de peso2,7.

Portanto, podemos dizer que o emagrecimento em si não é o problema, e que a queda de cabelo acontece por uma série de fatores1-3.

O ponto central é como o emagrecimento acontece. Se for muito acelerado, sem uma dieta adequada e sem suporte, há grandes chances de a queda de cabelo dar as caras3,7.

5. Uso de medicamentos

Alguns remédios também podem desencadear queda de cabelo como efeito colateral, incluindo antidepressivos, betabloqueadores e anti-inflamatórios não esteroides2,4.

Afinal, usar caneta emagrecedora provoca queda de cabelo?

As canetas emagrecedoras à base de semaglutida e tirzepatida são medicamentos recentes e seguros, usados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, e que ainda vêm sendo estudados pela ciência. Até o momento, a maior parte das evidências aponta que elas têm um efeito apenas indireto na queda de cabelo3.

Esses medicamentos atuam reduzindo o apetite e aumentando a sensação de saciedade no estômago, levando a uma ingestão menor de alimentos – que, por sua vez, favorece a perda de peso. O problema é que, ao comer menos, há grandes chances de reduzir o consumo de proteínas, vitaminas e minerais, e isso pode gerar uma deficiência nutricional6.

Além disso, há também a questão que já vimos sobre a perda de peso rápida, que deixa o organismo em estado de “economia” de energia3. Desta forma, esse conjunto de efeitos pode levar, sim, à queda de cabelo durante o uso do medicamento.

Diante desse cenário, vale reforçarmos um alerta: medicamentos como as canetas emagrecedoras só devem ser usados sob prescrição e orientação médica3,6. Ainda é importante ter o acompanhamento de um nutricionista, para que a dieta, mesmo com a redução do apetite e aumento da saciedade, siga equilibrada e ofereça todos os nutrientes essenciais necessários5.

E quando a queda de cabelo não é considerada normal?

Já entendemos o que pode provocar a queda de cabelo, mas quando se preocupar? Saiba que perder alguns fios por dia faz parte do ciclo natural do cabelo. Na prática, a maioria das pessoas saudáveis perde, em média, 100 fios diariamente. Porém, quem enfrenta um quadro de eflúvio telógeno chega a perder cerca de 200 a 300 fios por dia, ou seja, até o triplo do que é considerado normal1,2,4.

Em geral, o sinal de alerta surge quando a queda de cabelo aumenta de forma repentina e intensa; há falhas visíveis no couro cabeludo; o cabelo fica mais fino ou quebradiço; e a perda de fios dura por vários meses (normalmente, entre três e seis meses)1,2,4.

Ao notar essas mudanças, é fundamental consultar um especialista para investigar o que está causando a queda de cabelo e receber o tratamento adequado. Lembrando que o eflúvio telógeno, geralmente, não representa risco direto à saúde, mas deve ser avaliado. O quadro pode revelar alguns problemas que estão afetando o organismo de alguma maneira2,4.

O que é bom para queda de cabelo?

Mulher penteando cabelo no banho, indicando cuidados contra queda de cabelo

Ao notar que os fios estão caindo excessivamente, muita gente logo procura saber o que é bom para queda de cabelo. E o primeiro passo é identificar a provável causa por trás desse quadro. A partir daí, algumas estratégias podem ser adotadas para ajudar o cabelo a crescer mais rápido e até mais saudável.

Alimentação como aliada para a saúde dos fios

Para ter madeixas fortes e bonitas, uma alimentação equilibrada é essencial5. Proteínas (ovos, carnes, leguminosas), frutas, verduras e gorduras boas devem integrar a dieta diária, fornecendo os nutrientes necessários para ajudar no crescimento e na manutenção do cabelo6.

Vitaminas para cabelo também podem ajudar

Os alimentos citados acima são ricos em vitaminas e outros nutrientes que contribuem para a saúde dos fios. Ainda há a suplementação de vitaminas e minerais, que pode ser indicada, especialmente quando há alguma deficiência nutricional. Ferro, vitamina D e vitamina C (que é essencial para ajudar na metabolização do ferro) estão entre os nutrientes que podem ser indicados5,8.

Além disso, há produtos, dermocosméticos e suplementos que carregam vitaminas para cabelo na fórmula. O suplemento alimentar nutracêutico Nouve Silício D, por exemplo, é composto por silício orgânico estabilizado em colina, biotina, vitamina D, zinco, selênio, vitaminas C, E, B3 e B5 e MSM9.

Ele contribui para a redução da queda capilar, o fortalecimento dos fios e das unhas e estimula o colágeno. Com ação antioxidante, deixa a pele mais firme e hidratada, além de cabelos e unhas mais fortes9.

Acompanhamento especializado faz toda a diferença

Em qualquer situação, procurar um profissional capacitado é fundamental para identificar a causa exata da queda de cabelo e realizar o melhor tratamento.

Dermatologistas (especialmente os tricologistas, que são aqueles dermatologistas especializados em tratar doenças e alterações no couro cabelo e nos fios) podem avaliar o caso, traçar um diagnóstico e, se necessário, indicar medicamentos, suplementos e dermocosméticos que podem ajudar a manter as madeixas saudáveis.

Nutricionistas podem ajudar a equilibrar os nutrientes da dieta, enquanto o endocrinologista vai avaliar toda a questão metabólica.

Perguntas frequentes sobre queda de cabelos

Antes de ir, confira as principais dúvidas sobre queda de cabelos.

Queda de cabelo no emagrecimento é normal?

A perda de peso rápida ou momentos de muita restrição alimentar podem levar à queda de cabelo2,3,4,7.

Suplemento resolve queda de cabelo?

O suplemento alimentar pode ajudar quando há falta de nutrientes na alimentação5,8. É fundamental procurar um médico ou nutricionista antes de começar a usar alguma suplementação.

Falta de vitamina causa queda de cabelo?

Sim, principalmente deficiências de ferro, vitamina D e vitamina C2,5.

Semaglutida causa queda de cabelo?

Até o momento, estudos indicam que não. A queda de cabelo está mais ligada à redução alimentar e à perda de peso acelerada que podem acontecer com o uso do medicamento3.

O que provoca queda de cabelo?

As principais causas da queda de cabelo são estresse, alterações hormonais, falta de nutrientes e uso de medicamentos1,2,4.

Quanto tempo dura a queda de cabelo após emagrecer?

Geralmente de 3 a 6 meses, com tendência à normalização após o corpo se reequilibrar2,4.

Importante: O conteúdo deste artigo é estritamente informativo e não substitui a consulta médica. As informações aqui contidas não devem ser utilizadas para automedicação ou autodiagnóstico. Nunca utilize medicamentos sem a orientação de um profissional de saúde habilitado e não interrompa tratamentos em curso sem o devido acompanhamento. Em caso de dúvidas sobre sua saúde, consulte sempre um médico.

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