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Alimentação saudável

Saiba como fazer o cálculo da proteína para bater sua meta diária

Diversos fatores influenciam na quantidade de proteína que deve ser consumida diariamente, desde a idade até a prática de exercícios; saiba qual a sua meta diária

Por Minha Vida na Medida

Uma alimentação equilibrada vai muito além de contar calorias. Isso significa consumir uma boa variedade de alimentos para garantir o aporte adequado de nutrientes essenciais para que seu corpo funcione plenamente1. Nesse contexto, o cálculo de proteínas merece destaque, já que esse nutriente é um dos pilares para a nossa saúde.

Saber o quanto de proteína ingerir por dia não serve apenas para quem faz academia e quer ganhar músculos. As proteínas são, sim, importantes para a massa muscular, mas vão além. Tanto que, quando esse nutriente está em falta no organismo, você pode sentir fraqueza e cansaço, ter queda de cabelo e unhas fracas, ficar mais doente e, ainda, perder músculos e sentir mais fome ao longo do dia2.

Neste ponto, você pode estar se perguntando: entendi o recado, mas como calcular a quantidade de proteína diária? Afinal, será que esse valor é igual para todo mundo? O que entra nessa conta? Vamos te explicar tudo sobre esse assunto a seguir!

Quanto de proteína devo consumir por dia?

A quantidade de proteína que deve ser consumida diariamente varia de pessoa para pessoa. Ainda assim, existe uma recomendação global considerada segura para adultos saudáveis: 0,8 a 1,0 g de proteína por quilo de peso corporal por dia. Esse valor costuma ser o mínimo para a manutenção da saúde1.

No entanto, esse valor varia de acordo com o perfil e a idade. Por exemplo, para quem pratica exercícios físicos intensos ou quer ganhar massa muscular, a ingestão diária de proteína costuma ser maior, variando entre 1,5 e 2,0 g por kg de peso corporal3 (ainda neste artigo vamos detalhar o cálculo de proteína em si).

Além disso, pessoas em processo de emagrecimento, especialmente aquelas que utilizam medicamentos como a semaglutida (substância ativa de algumas “canetas emagrecedoras”), precisam ter atenção redobrada com o consumo de proteínas. Isso porque a redução do apetite provocada pela substância faz as pessoas comerem bem menos, o que aumenta o risco de não atingirem a quantidade ideal de nutrientes ao longo do dia4.

Nessas situações, também existe a possibilidade de perda de músculos junto com a perda de peso. Dessa forma, a ingestão adequada de proteínas é essencial para preservar a massa magra e melhorar a composição corporal durante o emagrecimento4, afinal, o que é desejado é perder gordura e não músculos.

 Bancada com diversas fontes de proteínas como pescado, carne suína, bovina, peixe e frango

Como fazer o cálculo de proteína diária

De forma geral, a estratégia mais utilizada para definir a quantidade de proteínas que deve ser ingerida por dia é o cálculo de proteínas por kg de peso corporal5. Veja um passo a passo simples para fazer essa conta:

  1. Descubra seu peso atual (em kg).
  2. Defina seu perfil:
    – adultos saudáveis sedentários ou praticantes de exercícios físicos leves: 0,8 a 1,0 g/kg3,5;
    – adultos saudáveis praticantes de exercícios físicos moderados: 1,0 a 1,5 g/kg3,5;
    – adultos praticantes de exercícios físicos intensos e atletas: 1,5 a 2,0 g/kg3;
    – idosos: 1,0 a 1,2 g/kg3,5.
  3. Multiplique o peso pela quantidade adequada ao seu perfil.

Exemplo prático: Uma pessoa com 70 kg que pratica exercícios regularmente pode usar a faixa de 1,2 g/kg como base. Assim, 70 x 1,2 = 84 g de proteína por dia.

Como bater a minha meta diária de proteína?

Agora que você já fez o cálculo da proteína, é hora de saber como consumir a quantidade adequada para seus objetivos.

Idealmente, esse valor deve ser distribuído ao longo do dia, com boas quantias de proteína no café da manhã, almoço, lanche e jantar.

Prato com frango grelhado e salada como fonte de proteína diária.

Uma recomendação comum é que cada refeição tenha entre 15 e 30 gramas do nutriente – sempre combinando alimentos ricos em proteína com frutas, vegetais e grãos integrais5.

Você pode, por exemplo:

  • no café da manhã, consumir ovos (mexidos, omelete, cozidos…)5;
  • no almoço, preparar uma salada e incluir peito de frango grelhado ou um peixe5;
  • no lanche da tarde, incluir um sanduíche com queijo5;
  • no jantar, montar um bowl com legumes e frango desfiado5.

Quando a suplementação pode ser indicada

Como nem sempre é fácil atingir a meta diária de proteína apenas com alimentação, a suplementação pode ser uma aliada, sendo o whey protein uma das opções mais populares. Feito a partir do soro do leite, ele é prático e tem alta concentração de proteína de qualidade3.

Converse com seu médico ou nutricionista e entenda se você precisa de suplementação, principalmente se faz uso de canetas emagrecedoras.

Como já mencionamos, esse tipo de medicação contribui para a jornada de emagrecimento, mas é essencial seguir uma dieta equilibrada e manter a ingestão de nutrientes essenciais, como as proteínas, para obter resultados duradouros e reduzir a chance de perder músculos ao longo do processo de perda de peso4.

Afinal, o que influencia a necessidade de proteína diária?

É muito importante reforçar que o cálculo de proteína por dia não depende apenas do peso da pessoa. É preciso levar em conta composição corporal, objetivos e outros fatores.

Quantidade de proteína x composição corporal

Pode soar meio estranho, mas o fato é que pessoas com mais massa muscular tendem a precisar de mais proteína para manter esse tecido ativo e saudável6.

Quantidade de proteína x manutenção da massa magra

A proteína é fundamental para manter e construir músculos. É ela que fornece os “blocos de construção” (aminoácidos) que o corpo usa para reparar tecidos e fortalecer a musculatura7.

E como isso acontece na prática? Após a prática de atividades físicas, o organismo precisa se recuperar, e a proteína desempenha um papel essencial nesse processo – auxiliando na reparação de tecidos e na recuperação muscular3. É como se fosse o “alimento para o músculo”.

Esse efeito é especialmente importante para quem pratica exercícios com regularidade, já que contribui para melhor desempenho e menor risco de lesões3, além de contribuir para a hipertrofia.

É por isso que atletas e quem faz atividade física intensa precisam de uma quantidade diária maior de proteína em comparação com quem leva uma vida de exercícios mais leves3.

Quantidade de proteína x emagrecimento

Consumir a quantidade adequada de proteína ainda influencia o processo de emagrecimento. Além de contribuir para que o corpo consuma gordura como energia e não “gaste” massa magra4, a proteína tem papel importante na saciedade8.

Ao ser consumida, ela ajuda a prolongar a sensação de estômago cheio, o que naturalmente contribui para uma redução na ingestão calórica ao longo do dia. Esse efeito é especialmente útil para quem busca controlar melhor a alimentação sem recorrer a restrições extremas8.

Quantidade de proteína x individualidade

Para completar, existe a individualidade de cada organismo. De acordo com a fase de vida (idade) e condições específicas (como gravidez e doenças)7, a demanda por proteína vai ser diferente2,7.

O recado continua o mesmo: em caso de dúvidas, procure um médico ou nutricionista2. Afinal, se a falta de proteína traz prejuízos para o organismo, o consumo em excesso também expõe a riscos. Dietas hiperproteicas podem levar a complicações renais, problemas no fígado e aumento de peso9.

Por isso, o caminho é seguir uma dieta personalizada, de acordo com seus objetivos e necessidades, e fazer suplementação apenas quando necessário. O profissional de saúde vai ajudar você a calcular a sua meta diária de proteína, levando em conta todas as variáveis acima, e montar um cardápio balanceado e individualizado.

Importante: O conteúdo deste artigo é estritamente informativo e não substitui a consulta médica. As informações aqui contidas não devem ser utilizadas para automedicação ou autodiagnóstico. Nunca utilize medicamentos sem a orientação de um profissional de saúde habilitado e não interrompa tratamentos em curso sem o devido acompanhamento. Em caso de dúvidas sobre sua saúde, consulte sempre um médico.

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1. Sociedade Brasileira de Diabetes. Manual de Nutrição. São Paulo: SBD, 2021. Disponível em: https://profissional.diabetes.org.br/wp-content/uploads/2021/07/manual-nutricao.pdf. Acesso em 21 de março de 2026.

2. UCLA Health. Are you getting enough protein? Here's what happens if you don't. University of California. Disponível em: http://uclahealth.org/news/article/are-you-getting-enough-protein-heres-what-happens-if-you-dont. Acesso em 21 de março de 2026.

3. Kreider RB, Wilborn CD, Taylor L et al. ISSN exercise & sport nutrition review: research & recommendations. J Int Soc Sports Nutr 7, 7 (2010). Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1186/1550-2783-7-7. Acesso em 22 de março de 2026.

4. Barrea L, Annunziata G, Verde L, Galasso M, Savastano S, Colao A, Muscogiuri G. A Multidisciplinary Perspective on Semaglutide Treatment and Medical Nutrition Therapy in Obesity Management. Curr Obes Rep. 2025 Oct 23;14(1):73. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12549762/. Acesso em 20 de março de 2026.

5. Wempen K. Assessing protein needs for performance. Mayo Clinic Health System. Disponível em: https://sncs-prod-external.mayo.edu/hometown-health/speaking-of-health/assessing-protein-needs-for-performance. Acesso em 19 de março de 2026.

6. Jäger R, Kerksick CM, Campbell BI, Cribb PJ, Wells SD, Skwiat TM, Purpura M, Ziegenfuss TN, Ferrando AA, Arent SM, Smith-Ryan AE, Stout JR, Arciero PJ, Ormsbee MJ, Taylor LW, Wilborn CD, Kalman DS, Kreider RB, Willoughby DS, Hoffman JR, Krzykowski JL, Antonio J. International Society of Sports Nutrition Position Stand: protein and exercise. J Int Soc Sports Nutr. 2017 Jun 20;14:20. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5477153/. Acesso em 23 de março de 2026.

7. Phillips SM. Current Concepts and Unresolved Questions in Dietary Protein Requirements and Supplements in Adults. Front. Nutr. 2017, 4:13. Disponível em: https://www.frontiersin.org/journals/nutrition/articles/10.3389/fnut.2017.00013/full. Acesso em 21 de março de 2026.

8. Paddon-Jones D, Westman E, Mattes RD, Wolfe RR, Astrup A, Westerterp-Plantenga M. Protein, weight management, and satiety. Am J Clin Nutr. 2008 May;87(5):1558S-1561S. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0002916523236643?via%3Dihub. Acesso em 21 de março de 2026.

9. HCor. Excesso de proteína pode sobrecarregar os rins, alerta nefrologista do HCor. Disponível em https://www.hcor.com.br/imprensa/noticias/excesso-de-proteina-pode-sobrecarregar-os-rins-alerta-nefrologista-do-hcor/. Acesso em 27 de março de 2026.